Considerado hoje um esporte “nobre” devido à sua filosofia o Judô, cuja palavra significa “caminho suave”, foi criado por um jovem japonês de 23 anos, chamado Jigoro Kano em 1882. O esporte tem como filosofia a integração corpo/mente, e segundo palavras de seu criador é: “arte em que se usa ao máximo a força física e espiritual”. A vitória, ainda segundo seu mestre fundador, representa um fortalecimento espiritual. Para tornar-se um bom lutador, antes de tudo é preciso ser um grande ser humano.
Brasil
A modalidade chegou ao Brasil por volta de 1922, através de Mitsuyo Maeda conhecido como “Conde de Koma” enviado pelo próprio mestre Jigoro Kano, que realizou as primeiras apresentações em Porto Alegre, prosseguindo com apresentações posteriormente em São Paulo, Rio de Janeiro e Pará, onde popularizou definitivamente seus conhecimentos acerca da nova arte. A massificação da modalidade aconteceu em 1938 com a chegada de um grupo de japoneses liderados pelo professor Riuzo Ogawa, visando aprimorar a cultura física, moral e espiritual através do esporte. Em 1958 foi fundada a Federação Paulista de Judô e em 1969 a Confederação Brasileira de Judô sendo reconhecida através de decreto expedido em 1972.
O Judô teve sua primeira participação olímpica na Olimpíada de Tóquio em 1964 – ainda como apresentação – passando a ser reconhecido como esporte Olímpico a partir de 1972. É atualmente uma das modalidades mais praticadas no mundo. E sinônimo de vitória, tendo conquistado inúmeras medalhas para o Brasil.
Pan-Americano
Entre as principais potências esportivas no Continente Americano, englobando-se as três Américas (do Norte, Central e do Sul), o Brasil é um dos países que melhor pratica a arte do judô. Dentre os principais atletas desta modalidade poder-se-ia citar: Ricardo Oliveira Campos, Luis Shinohara, Carlos Pacheco, Arnaldo Gentil Menani, José Mario Tranquilini, Sérgio Pessoa, Shigueto Yamazaki, Osvaldo Simões, Frederico Flexa, João Derli, Leandro Guilheiro, Leandro Cunha, Bruno Mendonça, Luciano Corrêa, Daniel Dell Aquila, Mario Sabino, no masculino; Inez Nazareth, Solange Almeida, Tânia Ishii, Monica Angelucci, Patrícia Dias Bevilácqua, Edilene Andrade, Danielle Zangrando, Edinanci Silva, Daniela Polcin, Érica Miranda, Rafaela Silva, Sarah Menezes, Mayra Aguiar, Maria Altheman, Maria Portela, no feminino, todos medalhistas.
Conquistas
Total de Medalhas: 97 = 25 OURO / 29 PRATA / 43 BRONZE
Jogos Olímpicos
Cartel de medalhas do Brasil em Jogos Olímpicos, 19 Medalhas: 3 Ouro/3 Prata/13 Bronze.
Munique 1972: Chiaki Ishii (- 93kg bronze).
Los Angeles 1984: Douglas Vieira (- 95 kg prata) – Walter Carmona (- 86 kg bronze) – Luis Onmura (-71 kg bronze).
Seul 1988: Aurélio Miguel (-95 kg ouro).
Barcelona 1992: Rogério Sampaio (- 65 kg ouro).
Atlanta 1996: Aurélio Miguel (- 95 kg bronze) – Henrique Guimarães (- 65 kg bronze).
Sidney 2000: Tiago Camilo (-73 kg prata) – Carlos Honorato (- 90 kg prata).
Atenas 2004: Leandro Guilheiro (-73 kg bronze) – Flávio Canto (-81 kg bronze).
Pequim 2008: Ketlyn Quadros (- 57 kg bronze) – Leandro Guilheiro (-73 kg bronze) – Tiago Camilo (-81 kg bronze).
Londres 2012: Sara Menezes (-48 kg ouro) – Maíra Aguiar (-78 kg) – Felipe Kitadai (- 71 kg 60 kg) – Rafael Silva + 100 kg, bronze)
São José dos Campos
Segundo palavras de Paulo Torahiko Miyazaki, residente em São José dos Campos desde os três anos de idade, praticante da modalidade, até onde tem conhecimento o judô é exercitado na cidade desde os anos 1948, trazido pelo famoso sensei Yasuhiro Ono, que vinha de São Paulo especialmente para este fim. Em São José dos Campos o local de treinamento era a academia próxima ao Mercado Municipal.
Conforme nos afirmou, seus pais já praticavam o esporte antes mesmo de ele nascer. Devido à tradição oriental, certas modalidades eram restritas aos homens, por este motivo sua mãe, Elvira Tominaga Taioki, tinha que treinar como que “escondida”. Mulheres esportistas não eram vista com bons olhos pelo restante da sociedade.
O esporte começou a tomar corpo na cidade por volta de Em 1957, 1958. Entre as poucas existentes, as academias BBC (Base Boll Club), no Jardim Maringá e Academia Orion, na Vila Maria, na Rua. Dom Pedro, travessa da Av. Mário Galvão, eram as melhores da cidade. Miyazaki praticou o esporte mais por influência da família do que por vontade própria. Para ele, judô era um meio de diversão, nada mais que isso, tanto que jamais se aventurou a participar de qualquer competição oficial.
Paulo Miyazaki diz que João Ogassawara foi o atleta que mais se destacou. À época, década de 1950, o professor Ninomiya, professor 6º dan, ministrava aulas na Academia Orion.
Elísio Eras foi outro bom valor do judô joseense entre o final da década de 1960 e início dos anos 1970. Personalidades da cidade como Iwao Kiko, Toru Sanefuji, Joaquim Bevilácqua, Amílcar Bondesan e Itamar Coppio praticaram a modalidade. Naquele tempo não havia rivalidade entre as cidades e as competições existentes entre atletas de São José dos Campos, Lorena, Guaratinguetá, Taubaté, Pindamonhangaba tinham caráter eminentemente amistoso e eram encarados apenas como exibição.
Neste mesmo tempo a Kanebo (fábrica de fiação japonesa) montou um dojô, e o sensei Ukihara, renomado mestre japonês da Kodokan do Japão, com academia estabelecida no Parque Dom Pedro, em São Paulo, vinha ministrar aulas semanalmente – como se dizia à época – a troco de pão com mortadela e guaraná.
A rigor, havia poucos adeptos da modalidade em São José dos Campos nos anos anteriores àquela data. Uma das melhores da cidade, a Academia Orion possuía apenas 14 atletas. Não existiam lutadores graduados na cidade; um ou outro faixa preta era o máximo que se poderia encontrar. Milton Monteiro, o único judoca de 3º Dan da região residia em Pindamonhangaba.
Em 1969, o senhor Jarbas Dias Ferreira procurou o professor Mamede, proprietário da academia Orion, que se situava em Vila Maria, na intenção de matricular seus filhos, Ulisses Teixeira Ferreira e Rubens Teixeira Ferreira, que viviam se estranhando. Os meninos passaram a frequentar a academia no mesmo período do filho do Sargento da Aeronáutica Artine Silva Santos, que juntamente com o senhor Jarbas, viriam se tornar figuras importantes para o crescimento do judô da cidade. Como a academia era um tanto acanhada, sargento Artine e senhor Jarbas decidiram auxiliar Mamede na organização do local. Criaram locais para banho dos atletas, trocaram lâmpadas, instituíram escritório para cuidar da contabilidade e passaram a administrar a academia.
Até pela precariedade de participantes, naquele tempo, São José dos Campos não possuía um técnico de renomada qualificação. Por isso, responsáveis pela modalidade na cidade, Artine Silva Santos, judoca do Tênis Clube; Adelmo Liberato, diretor do departamento de judô, e Jarbas Dias Ferreira, tesoureiro da Federação Paulista de Judô na 2ª Região no Vale do Paraíba tinham como hábito realizar intercâmbios com academias cujo condicionamento técnico era reconhecidamente superiores, geralmente radicadas na capital. Devidamente assessorado pelos companheiros, Artine tornou-se grande articulador e um dos principais responsáveis pela sobrevivência do judô em São José dos Campos.
O resultado já era esperado. Segundo palavras de seu Jarbas, “a gente apanhava mais que mulher de malandro”. Aquilo não tinha a menor importância, pois à medida que apanhava cada vez mais a rapaziada se esmerava no aprendizado. Certa feita, numas das visitas ao Pacaembu, o diretor de uma dessas academias perguntou a seu Jarbas: De onde vocês são? – De São José dos Campos, foi a resposta. “Ah! vocês vieram marcar presença?...” – Não, nós vimos para aprender com os senhores, respondeu seu Jarbas.
Numa dessas visitas a São Paulo estes conheceram Michiharu Sogabe, então treinador do Esporte Clube Pinheiros. Artine Santos e Adelmo Liberato, que teria seu nome vinculado ao ginásio do clube anos depois, foram os que convidaram Sogabe a ministrar aulas de judô para os atletas do Tênis Clube, em 1974. Gerson Cunha, que pertencia ao clube antes de sua chegada, permaneceria responsável pela parte técnica dos judocas. Sogabe até que ministrava aulas práticas, mas, se voltava mais para a realização de cursos teóricos de judô para os praticantes da modalidade. Mario Okamoto, Orlando Satoro Hirakawa e Amadeu Antônio Lopes Esteves foram os primeiros a se beneficiar. E em razão da dedicação e perseverança ficaram conhecidos como “Os Três Mosqueteiros”.
Tempos depois, ainda na década de 1970, numa das competições em que participava, um diretor do Pinheiros exclamou: - Poxa!... A gente não podia cair contra outra equipe?!... Tal como se sucedia nos enredos das histórias em quadrinho o confronto entre criador x criatura começava a
acontecer também no judô. O bom trabalho realizado levaria o judô de São José dos Campos a ser respeitado a ponto de a cidade ser convidada a sediar o campeonato brasileiro feminino.
O sargento Artine foi nomeado Delegado Regional da Federação Paulista de Judô, passando a administrar a 2º Região Administrativa do Vale do Paraíba, que compreende a nossa atual Região Metropolitana. Antes dele também o professor Carlos Eugênio Backos já assumira o esta responsabilidade. O cargo de Diretor Tesoureiro da Delegacia Regional do Vale do Paraíba é exercido pelo senhor Jarbas Dias Ferreira, 94, e em plena lucidez, há mais de quarenta responde por aquela pasta.
Natural de Cotia, onde já se notabilizara como um dos mais respeitados treinadores do esporte no Sudoeste do Estado, Sogabe chegou a São José dos Campos com incumbência de alavancar o Judô na cidade. Àquela época São José dos Campos vivia um período de crescimento e algumas poucas academias já haviam se instalado, porém, havia poucos praticantes da modalidade, estes, geralmente descendentes de japoneses.
Paralelo à atividade desenvolvida nas equipes de ponta do Tênis Clube havia a necessidade de executar-se um projeto que beneficiasse de modo especial às equipes de base, o que só se tornaria possível com a implantação de um trabalho social junto a crianças e adolescentes da periferia.
Para se assenhorar da situação, Sogabe então comprou a academia Orion, que era de propriedade de Mamede. Assim, além da Orion agora de sua propriedade, Associação, Ericsson (comandada por José Oliveira) e o próprio Tênis Clube acabaram se engajando.
Por conta desse programa, cerca de quatro anos Sogabe serviu à prefeitura como voluntário no Programa do Menor, que ministrava aulas para pré-adolescentes e adolescentes, engraxates, varredores de rua, os “cenourinhas” e guardas-mirins. Juntamente com o professor Luiz Carlos Ossamu Kishi. O projeto deu tão certo que após a fundação da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer em 1981 tornou-se embrião de todas as escolinhas de iniciação esportiva do DAEC, Departamento de Atividades Esportivas Comunitárias. Michiharu Sogabe continua sendo o grande nome do esporte na região e no país.
Ainda hoje sob a coordenação de Michiharu Sogabe a prefeitura mantém 22 núcleos de judô, beneficiando cerca de 3.000 alunos. Cinco técnicos, todos universitários, faixas preta e federados, conduzem o trabalho junto aos atletas. Os que se destacarem passarão por uma seletiva a fim de ser enviados para o Atleta Cidadão. Com a ascensão ao Atleta Cidadão o atleta passa a ganhar uma ajuda e custo: o passe e a taxa de competição. Ao se firmar definitivamente na equipe de ponta o atleta ganha direito a ser contratado pela FADENP (Fundo de Apoio ao Desporto Não Profissional).
Não se faz omeletes sem ovos – já dizia um filosofo contemporâneo – em vista disso, a fim de embutir mais qualidade à equipe que estava sendo formada na cidade, Sogabe trouxe de São Paulo os judocas Arnaldo Menani (que passou a auxiliá-lo, comandando os treinos dos demais competidores), campeão paulista uma dezena de vezes, campeão brasileiro, Sul- americano, Pan- americano, campeão das Forças Armadas; Luiz Onmura, campeão Mundial universitário, medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta, nos Estados Unidos; Makoto Fuji, várias vezes campeão dos Jogos Abertos, dos Jogos Regionais; Ricardo Miyasato, Ricardo Sampaio, Hernan de Santos, Eder Fonzar Granato de Birigui...
Some-se a estes Yasuhiro Sogabe, filho de Michiharu, 4º colocado nos Jogos Estudantis Mundiais, campeão dos Jogos Regionais, campeão dos Jogos Abertos, juntamente com Aimberê Neri, Osvaldo Lopes, Claudio Calasans Camargo, Rubens Ferreira, Jefferson Moreno, Hamilton Corrêa, Adilson Castilho, Haroldo Paulino da Costa, entre outros... Os atletas citados, todos campeões nos Jogos Abertos e Jogos Regionais, foram figura de proa do judô joseense nos anos de 1980. Fúlvio Miyata, Yasuhiro Sogabe e Alexandre Mangueira já estão se aposentando como atletas, abraçando a carreira de treinadores.
Como que a comprovar que a São José dos Campos continua forte na modalidade, a atleta pesado Claudirene Maria Cesar compõe a seleção nacional. Lincoln Keiti Kanemoto foi terceiro colocado no mundial Junior sub 20 em Abu Dhabi 2015. Rafael Carlos da Silva, pesado, conquistou a medalha de prata na categoria acima de 100 kg. nos Jogos Pan-Americanos de 2011. O judoca foi campeão pan-americano de judô, em competição realizada no Canadá em 2012. Tambem em 2012, nos Jogos Olimpícos de Londres, o atleta ganhou medalha de bronze acima de 100 kg; a primeira do país na nessa categoria, ajudando o país a quebrar outro recorde, a do judô em sua melhor campanha em jogos olímpicos.
Além dele, Leandro Cunha o Coxinha, outro atleta de São José dos Campos, fruto do projeto implantado pela prefeitura, participou das Olimpíadas de Londres. Coxinha, que disputa na categoria 66 quilos foi vice-campeão no mundial de Tóquio em 2008, vice-campeão em Tóquio em 2010, vice na França em 2011, campeão do Pan-americano em Guadalajara em 2011, campeão Pam-americano em Montreal em 2012.
No âmbito doméstico evolvendo trabalho de base, o judo da cidade continua sendo um dos melhores do estado: Julia Ferandez da Silva faturou medalha de ouro na categoria sub 11no Meeting Interestadual realizado em Florianópolis. E nos Jogos Escolares Brasileiros sub 18 realizado em Belém, Lucas Turti foi campeão por equipes.
Há 39 anos exercendo a função, tido como um dos mais respeitados do mundo, como treinador da seleção brasileira Michiharu Sogabe esteve Japão (duas vezes), Alemanha, México, Argentina em Jogos Pan- Americanos Jogos Universitários e Campeonatos Mundiais. Seu nome foi ventilado para se tornar 9 º Dan, que significa insígnia máxima na hierarquia do esporte. Ser (ou pertencer ao) 9º Dan é o mesmo que Grande Mestre da modalidade.
Atualmente, contamos no municipio com vários mestres kodanshas, de alta graduação: Mischiharu Sogabe, faixa vermelha, 9º Dan. Os faixas vermelha, branca e coral: Orlando Satoro Hirakawa, 8º Dan, Valter dos Santos e Amadeu Anônio Lopes Esteves, 7º Dan; Claudio Calasans Camargo, Antônio Roberto Coimbra e Leandro Alves Pereira, 6º Dan.
Em Jogos Regionais e Jogos Abertos são disputadas lutas masculinas e femininas nas categorias: ligeiro, meio-leve, leve, meio-médio, médio, meio-pesado, pesado e absoluto. As disputas valem por equipe, individual e kata, que são apresentações técnicas padronizadas. Em nível coletivo o judô conseguiu inúmeros títulos no decorrer de sua história, constituindo-se em uma das modalidades que mais conquistas trouxeram para a cidade, tanto a nível nacional como internacional.
Em tempo: Faz parte do acervo do Museu de Esportes um compêndio sobre a modalidade, elaborados pelo professor Claudio Calasans Camargo, a partir de uma coletânea de reportagens compiladas por seu Jarbas e esposa através dos tempos.
Associação Hirakawa
Fundada em 1980 no Jardim Paraiso, a Associação Hirakawa de Judô, de propriedade do sensei Orlando Satoro Hirakawa, foi, indubitavelmente, um celeiro de grandes campeões internacionais; dentre eles estão: Fúlvio Kimio Miyata, Marco Antônio Costa, o Rato; Elessandro Vágno de Lima, o Dedé; Carlos Anderson de Bortele, o Dedão, Carlos KiraYamazaki, Leandro Cunha, o Coxinha, Giovani Cunha, Fernando Hirouyuki Borges Yrakawa e Luciano Makoto Borges Hirakawa, filhos de Orlando. A Academia Hirakawa serviu de palco para a formação de um grande número de medalhistas internacionais do país. Para não fugir da regra: sensei Hirakawa iniciou atividade como professor de judô incentivado pelo sargento Artine, no Clube do CTA.
ETEP
Com objetivo de representar a entidade em competições Colegiais promovidas pela Secretaria de Esportes do Governo do Estado, liderados pelos gêmeos Rubens e Claudio Calasans Camargo, à época faixas marrons, em 1979, um grupo de estudantes da ETEP decidiu montar um centro de treinamento de judô nas dependências daquela instituição. Campeonissimo em nível regional em diversas modalidades, o sucesso se faria presente também no judô.
Promovido a Faixa Preta, Claudio Calasans Camargo passou a exercer o cargo de monitor do departamento de Educação Física, e com aval e assessoria do engenheiro aeronáutico iteano, Doutro Valter dos Santos então Delegado Regional da Federação Paulista de Judô, fundou o ETEP JUDÔ CLUBE, nomeando-o presidente de honra da entidade.
Formado em engenharia mecânica, Calasans não chegou a exercer a profissão, optando por seguir sua vocação, passando a desempenhar a função de instrutor de judô na própria ETEP. Incentivado pelo diretor Albenzio Eberle Prata, ingressa na Faculdade de Educação Física da UNITAU em 1984, formando-se em 1987. Calasans exerceu simultaneamente os cargos de administrador e professor do ETEP JUDÔ CLUBE até 2001. Quatro anos depois de sua saída o projeto veio a extinguir-se.
Com exceção da judoca Tânia Aparecida Gonçalves, campeã paulista e brasileira, pertencente à seleção, a ETEP não conseguiu formar grandes atletas em nível de competição. O motivo tem explicação: A maioria dos praticantes inicia a pratica na modalidade somente aos 16 anos, ao ingressarem na escola, usando o esporte como opção para matéria de Educação Física. Todavia, o desenvolvimento de materiais didáticos pedagógicos e a implantação de programas para exame e graduações de faixas coloridas anteriores á faixa preta e, principalmente, a formação de professores da modalidade, foi o grande legado deixado pela instituição.
Academia Calasans Camargo
Referência do esporte do tatame na cidade (boxe chinês, muay thay, judô, jiu-jitsu, aikido, não se poderia falar em esportes de lutas sem lhe mencionar seu nome) a Academia Calasans Camargo iniciou atividades em 1986, no Jardim das Indústrias, graças ao idealismo de seu fundador, que lhe empresta o nome.
Associação Yamazaki
Atleta de renome internacional, Fúlvio Miyata fundou sua academia no inicio dos anos 2000, no bairro de Jardim América, transferindo-a posteriormente aos irmãos Carlos Kira e Nelson Yamazaki, que a rebatizaram com o nome de Associação Yaamazaki de Judô. Também referência na cidade, a entidade tem como expoente o judoca Lincoln Keiti Kanemoto.
Tênis Clube
Agremiação poliesportiva das mais tradicionais, o Tênis Clube São José dos Campos continua sendo um dos mais importantes polos do esporte na cidade. Especialmente o judô, que tem na figura do professor Amadeu Antônio Lopes Esteves o seu grande articulador. Há mais de 40 anos na função, além de ser um mestre da iniciação esportiva na modalidade, professor Amadeu tem visitado vários países em suas andanças como árbitro em competições universitárias.
Associação Desportiva Policia Militar
Entidade surgida nos anos 2000, a ADPM, Associação Desportiva Policia Militar sediada em São José dos Campos é hoje uma das forças da modalidade na cidade. Contando com o apoio do Coronel Mauro, o professor Jefferson Luís dos Santos, policial militar, tem realizado trabalho dos mais elogiáveis, levando o clube a conquistar títulos importantes para a agremiação. Integrante da seleção brasileira, o atleta Alex Pombo é um de seus maiores representantes.
Texto atualizado em 17/11/2015.
Pesquisa e Redação: Valter Brazão/MESJC
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